O primeiro levou uma mochila de viagem, mas deixou raquetes de frescobol (compradas coletivamente) e uma bicicleta...deixou fotos, gosto por cartoons, o aprendizado de amar comida japonesa...deixou também algumas mágoas e inseguranças mas que se transformaram em empoderamento anos depois.
O segundo deixou um par de meias de rugby que nem eram dele...o fim foi tão meticulosamente planejado que fez questão de devolver o que eu havia esquecido com ele...da blusa de frio ao livro de constitucional...o amor deixado não foi devolvido, talvez porque ele nunca percebeu que esse também estava lá...como ficou nos seis mês que se seguiram. Além das meias deixadas...ele deixou algo que me fez bem...um pouquinho de autoestima que me levou a me ver de outro jeito...mais confiante no trabalho e quanto a minha aparência.
O terceiro foi tão veloz e encantador que não deixou nada além de uma viagem na praia e alguns sonhos de uma vida em outro país (já esquecidos)...
O quarto, e último trouxe delicadeza...um pouco de música e vegetarianismo...levou um pouco da minha alegria no último mês (mas essa é forte e sempre volta a me inundar)...deixou um livrinho anarquista...talvez a chave para que eu percebesse desde o começo que as expectativas criadas eram por demais coletivas e conservadoras para alguém tão livre...

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